Como e quando usar uma Prova de Conceito (PoC)
Yasmim SavanaDesde que comecei a trabalhar com UX/UI Design, em 2015, os stakeholders recorrem com frequência à metodologia de Prova de Conceito (PoC), o que me levou a pesquisar o assunto. Segundo a Wikipédia:
"Também conhecida como prova de princípio, é a realização de um determinado método ou ideia para demonstrar sua viabilidade, ou uma demonstração de princípio que busca verificar se um conceito ou teoria tem potencial prático. Uma prova de conceito costuma ser pequena e pode ou não estar completa. Esses testes colaborativos têm como objetivo avaliar a viabilidade de conceitos e propostas de negócio para resolver problemas e acelerar as metas de inovação da empresa."
Esclarecido isso, vamos seguir em frente…
💡 Algumas ideias são tão elaboradas que, às vezes, precisamos mostrar COMO resolvê-las, pulando direto para a etapa de entrega. Nesses casos, também podemos testar com um público mais selecionado, com o objetivo de esclarecer hipóteses e dúvidas da ideia inicial. Isso raramente acontece, mas vamos supor que aconteça…
Para que ela serve, de fato?
Suponha que você tenha uma ideia para um aplicativo... Conversando com amigos e familiares, você percebeu que sua ideia inicial é realmente muito boa, e acredita nela. Você faz uma pesquisa breve ou aprofundada sobre o assunto, ou, às vezes, já tem experiência em uma área específica.
Acreditando nessa ideia, você entende que seria melhor investir menos tempo e recursos no início para testar seu conceito antes de comprometer recursos significativos em um "projeto completo", certo? Pois é exatamente aqui que entra a PoC (Prova de Conceito).
Validando ideias
A importância de aprender por meio de testes é tão grande quanto a de aprender com os erros dos outros. Precisei entender a relevância dessa metodologia para concluir que o aspecto mais importante é:

Portanto, fica claro que desenvolver uma solução não é algo simples nem barato, mas temos à disposição uma opção de baixo risco.
Prova de Conceito e Discovery
Sempre recomendo começar pelo Discovery, a pesquisa inicial que estabelece a base de todo o negócio. Para mim, ele tem valor por si só e define com clareza o propósito do produto. Eu o utilizo sempre para compreender os objetivos e fazer revisões técnicas, de negócio e de UX antes mesmo de desenhar, desenvolver e investir em qualquer projeto.

Mas, como designers de experiência, precisamos nos adaptar ao que o mercado e os usuários precisam em determinado momento — ou até ensiná-los sobre o que precisam. Para fazer isso de forma eficaz, devemos pesquisar, testar, ajustar e, em alguns casos, lançar rapidamente.



